Uma versão melhor para hoje: vivendo a pandemia sem apenas esperar que ela acabe



Mais de 1 ano desde que fomos compulsoriamente convidados a passar por uma crise sanitária que ficará para a história.


Não foi a primeira pandemia, tampouco foi a primeira experiência que afetou o mundo; já passamos por guerras mundiais, depressões econômicas, crises de alimentos e políticas.


Lidar com o sofrimento está no nosso DNA, assim como o esquecer rapidamente. Nosso primeiro trauma, é o nascimento, de lá para cá, tudo que fazemos é administrar as coisas ruins que acontecem, compulsivamente, buscando tudo aquilo que nos dá prazer e rejeitando tudo que provoque dor.


E entre um lapso de memória e outro, vivemos alternando as ferramentas que a vida prática oferece, para literalmente viver e se adaptar a cada nova situação.


Foto: Unsplash


Para fazer um mergulho e visualizar um recife de corais, alguns equipamentos para respirar até então inúteis a superfície são necessários. E assim também é a vida, alguns comportamentos úteis hoje, podem ser os mais descabidos a outros momentos.


A ética e moral de um povo, muda conforme suas necessidades, exemplo: quem mata, vai para cadeia, mas caso você esteja defendendo seu país em uma guerra, será recebido como um herói.


E já que somos compulsoriamente convidados a nos adaptar a cada nova necessidade do mundo exterior, que possamos encontrar ferramentas que nos ajudem a sobreviver em tempos de crise, a arte de não ser afetado por nada.


Hoje é a pandemia, outrora, outras desculpas


Foto: Unsplash


Tem sempre alguma coisa pronta para adiar, o momento espetacular em nossas vidas, em que possamos bater o carimbo e afirmar, pronto, morri feliz, fiz tudo que quis, fui pleno em cada segundo.


No entanto, não tenho referências de nenhum ser humano que viveu 100% do tempo a vida de Instagram/comercial de margarina.


A régua da felicidade humana, é muito alta, é uma invenção, não tem nada de natural.


E se não viemos aqui para ser felizes, que diabos deveríamos estar fazendo?


“Se devo morrer, morrerei quando chegar a hora. Como, ao que me parece, ainda não é a hora, vou comer porque estou com fome.” Epicteto.

Não soa nada romântico estar adaptado às situações ruins, e este realmente não é o ponto. A referência estóica da frase de Epicteto, é apenas um dos vários gestos para conseguirmos separar aquilo que temos controle, daquilo que não temos.


“A principal tarefa na vida é simplesmente esta: identificar e separar as coisas para que eu possa dizer claramente a mim mesmo quais são as coisas externas que não estão sob meu controle e quais têm a ver com as escolhas que eu realmente controlo. Onde então procuro o bem e o mal? Não às coisas externas incontroláveis, mas dentro de mim, nas escolhas que são minhas.”- Epicteto

Não é sobre como as coisas nos acontecem, mas como permitimos que elas nos afetam.


A natureza nos programou de forma possamos ser dignos, de viver as experiências internas e externas que possam surgir. É por isto que deveríamos substituir felicidade, pelos momentos de paz, que nada nem ninguém possa nos tirar. Você tem sido digno das dificuldades e felicidades que já experimentou na vida?

“Não é a morte que um homem deve temer, mas ele deve temer nunca começar a viver.” Marco Aurélio.

A aceitação da impermanência, é a melhor versão para hoje, para amanhã, já não dá mais para saber.


Faça o que é preciso fazer, e se não der para fazer como gostaria, adapte. Não se permita, mais uma desculpa, o amanhã não pertence a nós.


Se você também é uma Mentes Inquieta, vem comigo para conteúdo reflexivo em primeira mão, você pode se inscrever na minha Newsletter ou entrar no Grupo do LinkedIn, tem sempre conteúdo para te ajudar encontrar sua melhor versão por lá.


Sobre a autora Oi, eu sou a Mari, não gosto dessa coisa de falar sobre mim na terceira pessoa e prefiro contar sobre minhas experiências e sonhos a falar sobre meu currículo profissional. Minha maior ambição é inspirar a produção e consumo de conteúdo criativo no mundo de forma simples e prática, para que as pessoas possam levar a vida com mais humor e tirar velhos planos da gaveta. Fora do meu horário de trabalho, estou sempre escrevendo algumas coisas aqui. Em 2020 comecei oficialmente a ajudar algumas pessoas a fazerem o mesmo, o objetivo: viver plenamente, escrita é também é terapia! Tem dúvidas? Quer acompanhar todas as novidades? Ficar por dentro de todas as ideias? Fala comigo, é só me seguir no LinkedIn, Mariana Rosa.

1 visualização0 comentário