MVP da vida nômade: 2 semanas viajando e conciliando o trabalho de forma remota





Eu ainda era estagiária na Samba Tech, quando pela primeira vez, conheci o método OKR (para quem não conhece, uma ferramenta de organização para atingir objetivos finais) com a Isabela Martins.


Já diria a física, somos atraídos pelo que nos falta, e eu me senti enfeitiçada sobre a possibilidade de trazer foco e disciplina para minha vida pessoal utilizando a mesma.


A dificuldade de concentração me acompanha desde sempre, daí o motivo de ter ficado tão animada, seria minha chance de estruturar as ideias que sempre voaram na minha cabeça e logo evaporam.


A mesma tabelinha do excel que eu aprendi lá, é a que eu uso até hoje, exatamente como eu precisava: simples.


Meus sonhos/vontades nunca me abandonaram, e por muitas vezes me senti incompetente em ver como eles escapavam tão facilmente das minhas mãos. Sabe aquele lance de nem você saber que tem um problema? Esse era meu problema.


Meu problema não era incompetência, eu sabia exatamente o que eu queria, tinha vontade e interesse, mas não sabia como fazer acontecer. Eu fritava meus miolos e gastava toda energia em sei lá o quê. Até aprender que o objetivo final, passa por resultados chave.



Quando escuto de alguém que sou organizada e disciplinada, tenho até um frio na espinha, eu de verdade NÃO SOU, a prova é a minha necessidade da OKR, checklists diários e uma agenda impecável. É uma necessidade.


Uma necessidade, que beirou a obsessão. Me empolguei demais quando consegui atingir alguns objetivos e vi que funcionava. Me lambuzei desse mel, não me arrependo, mas reconheci um momento de voltar um pouco atrás.


Meus dias, semanas, meses, semestres e anos, passaram a seguir um rígido checklist, se por algum momento algo fugia do programado, eu ficava com dificuldade até para dormir. Foi quando me vi no canto da sereia de: planejar demais e realizar de menos.


Me dei conta da armadilha, quando um dos meus maiores sonhos começava a escapar pelas minhas mãos, da mesma maneira que acontecia quando eu não estruturava nada.


Em um futuro próximo, espero viver uma rotina 100% autônoma e não ter base fixa, viajar pelo mundo. A grande questão é, planejei tanto esse momento, que quando a pandemia chegou, me dei conta de que se o ritmo e fase de ideação deste projeto continuarem sempre em busca das condições perfeitas para acontecer, talvez eu nunca o realize.


Meu maior medo passou a ser, me tornar uma vendedora de areia no deserto, glamourizar um estilo de vida full time remoto, sem nunca ter vivido na pele o que significa isto. A hora de bancar de vez o estilo anywhere office tinha chegado.


Foi quando eu decidi testar o MVP deste sonho, já que não dá para sair viajando pelo mundo, analisei minhas OKR`s e reconheci que os planos iriam precisar de alguns ajustes.


Sempre amei viajar, mas confesso que nunca tinha feito isso conciliando a rotina de trabalho. E no final de 2020, início de 2021, tirei férias do meu regime CLT e fiquei 2 semanas no interior de Minas Gerais, dedicando meu tempo a minha atividade autônoma.



Vivi o sonho, da forma que foi possível. E o mais louco é que o meu professor de escrita criativa, sempre martela neste mesmo ponto, para ser um nômade digital, você só precisa de duas coisas: viajar e ter um trabalho.


Óbvio que muita coisa acontece antes de simplesmente viajar e trabalhar, exige estrutura, mas a mensagem que eu não conseguia captar dessas palavras é que, feito é melhor que perfeito.


Em alguns momentos nos programamos para dar grandes saltos, mas ocasiões ainda maiores, nos obrigam a rever estratégias e nos ensinam muito sobre flexibilidade. O momento perfeito, para mim, é mais uma trap da matrix que tenta a todo custo sugar nossas energias e nunca nos permitir viver plenamente.


A DropBox, empresa que hoje vale 9 bilhões de dólares, fez sua primeira venda sem ter uma linha de código do produto escrita. E eu poderia citar infinitas outras que seguem este modelo.


O óbvio complica, fazer o simples em alguns momentos é mais desafiador. As dicas clichês deveriam ser as mais estudadas. Se pudéssemos sempre fazer o mínimo, o mundo seria um lugar melhor para se viver.


Fiquei 2 semanas na estrada, convivendo com as adversidades de uma turista e tentando me adaptar como uma nativa. Talvez eu tenha feito menos coisas que realmente queria, se a ocasião fosse lazer o tempo todo, mas vivendo o MVP do estado da arte, posso dizer que foi uma primeira experiência muito feliz.


Em Itamonte, segunda parada da viagem (foto by: Vinícius Corrêa de Sousa)


Pretendo viver mais disso ao longo deste ano. Inclusive, é uma forma de validar, é isto mesmo que eu quero? Já diriam os programadores, ambiente de homologação e produção, são coisas bem diferentes, mas um passa pelo outro.


Enquanto isto, agora eu já posso dizer que além de home office, eu comecei a viver o espírito anywhere office de verdade, já não posso mais ser considerada uma vendedora de areia no deserto.


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Sobre a autora

Oi, eu sou a Mari, não gosto dessa coisa de falar sobre mim na terceira pessoa e prefiro contar sobre minhas experiências e sonhos a falar sobre meu currículo profissional.


Minha maior ambição é inspirar a produção e consumo de conteúdo criativo no mundo de forma simples e prática, para que as pessoas possam levar a vida com mais humor e tirar velhos planos da gaveta.


Fora do meu horário de trabalho, estou sempre escrevendo algumas coisas aqui. Em 2020 comecei oficialmente a ajudar algumas pessoas a fazerem o mesmo, o objetivo: viver plenamente, escrita é também é terapia!


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