Como vencer um debate sem precisar ter razão



Título de um dos livros do filósofo alemão, Arthur Schopenhauer, e hoje também do artigo da semana, Como vencer um debate sem precisar ter razão, soa bem sensacionalista e, porque não, anti ético. A ideia é trazer você aqui pra dentro do conteúdo e depois te explicar: é melhor vencer um debate com razão, mas igualmente importante, reconhecer quando alguém tenta desestabilizar seus argumentos e "ganhar no grito".


Já teve a sensação de não conseguir sustentar suas ideias em uma discussão? Então o conteúdo de hoje é para você.


Schopenhauer escreveu as 38 estratégias para VENCER QUALQUER DEBATE, não como uma ferramenta de utilidade prática, mas de reconhecimento: desmascarar charlatões, políticos vigaristas, reconhecer padrões de autoridade em relacionamentos abusivos e por aí vai.


Já diria Chorão, quem é de verdade, sabe quem é de mentira, então, fique a vontade para usar o conteúdo do livro ou do artigo para o fim que desejar, ganhar debates por aí sem razão ou, como ferramenta para não perder um debate quando quem está com a razão é você.


PARTE I: Estratégias essenciais


Quanto antes acabar melhor, é por isto que o seu oponente ou o ponto de análise, vai tentar dar o xeque mate o quanto antes, através das estratégias essenciais. A Falácia do Espantalho vai ser quase sempre a primeira, ouve-se atentamente o que o outro lado diz, para em seguida interpretar de forma completamente distorcida, assim, o argumento vai soar fraco e confuso. É como se, numa luta, você atacasse um espantalho e não a pessoa real.

A Pessoa Y cria um novo argumento absurdo, totalmente diferente do original, a tentativa é ridicularizar e esquentar a conversa pro lado emocional, onde normalmente os ânimos se afloram.


E falando sobre emoções, começa a ficar mais agressiva a tentativa de Desestabilizar o Oponente, sucessivas tentativas de fazer com que o outro lado perca o equilíbrio através de provocações, são investidas como num massacre, não se consegue mais perceber a utilidade final do momento, só ganhar importa. Normalmente aqui saem as agressões verbais ou até físicas, se existia razão, não existe mais, muito provavelmente a vergonha sucedida de um pedido de desculpas (nem sempre), é o que resta.


Se até aqui, as armadilhas e arapucas foram inúteis, a investida começa a ficar pesada, em Ad Hominem, uma das falácias mais famosas, não existe interesse em debater as ideias apresentadas, mas sim reconhecer um comportamento no oponente que seja inconsistente com o que foi dito.

O Ataque Pessoal, é a versão super saiyajin do Ad Hominem, se antes existia uma fuga do argumento por detecção de comportamento incoerente da outra parte no contexto, aqui ele é 100% ignorado, ataque direto sem precedentes a pessoa por ofensas, fogo no parquinho.



“Quando percebemos que o adversário é superior e que não ficaremos com a razão, devemos nos tornar ofensivos, insultantes, indelicados e dirige-se o próprio ataque à pessoa do adversário: tornamo-nos, portanto, insolentes, maliciosos, insultantes, indelicados.”


PARTE II: As técnicas essenciais após o massacre emocional


O outro lado está inabalável? É hora de de rever as técnicas já que o desequilíbrio emocional não cola.


Schopenhauer agora mostra como os patifes tentam usar o público para conseguir aliados, através da "simpatia". Para Conquistar a Audiência, eles tratam a afirmação do oponente como algo ridículo, o foco desta falácia é arrancar risos e palmas dos espectadores, principalmente quando este mesmo público não domina ou não sabe de metade da história na íntegra, em geral, muita gente só quer ver o circo pegar fogo, isso acontece muito em debates políticos e conversas casuais em mesas de bar, aprenda identificar o patife em ambas situações.


E se tudo tá dando errado, você ainda pode sofrer a rasteira da Carteirada, Argumentum ad Verecundiam, se está faltando peso e validade, basta recorrer a uma master referência, como cientistas, juristas, filósofos, teólogos e historiadores. O que por si não seria um problema, se por exemplo, em um debate de física Isaac Newton fosse esta master referência, contudo, se neste mesmo debate se fosse proclamado o nome de Sócrates, temos aí a famosa carteirada.

Quem são estes dermatologistas anônimos?


E estas foram apenas 6 de 38 estratégias.


Imagino que até aqui, tenha se lembrado de vários momentos em que não conseguiu defender suas ideias. Em uma discussão, o objetivo de ambos os lados é persuadir, mas nem sempre conseguimos manter nossa posição, "uma vez que você entra num debate, está certo não é suficiente", é preciso conhecer as regras do jogo.


Você vai encontrar estes patifes no trabalho, na política, na religião, nos relacionamentos, na família, nas amizades e a lista continua. Contrariando o ditado mineiro, dou um boi para entrar em uma briga, uma boiada para não sair, prefiro ter paz a ter razão, para todos os outros casos, este livro vai te ensinar tudo que precisa saber sobre o assunto.


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Sobre a autora

Oi, eu sou a Mari, não gosto dessa coisa de falar sobre mim na terceira pessoa e prefiro contar sobre minhas experiências e sonhos a falar sobre meu currículo profissional.


Minha maior ambição é inspirar a produção e consumo de conteúdo criativo no mundo de forma simples e prática, para que as pessoas possam levar a vida com mais humor e tirar velhos planos da gaveta.


Fora do meu horário de trabalho, estou sempre escrevendo algumas coisas aqui. Em 2020 comecei oficialmente a ajudar algumas pessoas a fazerem o mesmo, o objetivo: viver plenamente, escrita é também é terapia!

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