Como Moneyball e o pensamento data-driven podem te ajudar produzir conteúdo

Ou qualquer outro objetivo.


Você só pode lutar contra aquilo que conhece, a Boo do Monstros S.A morre de medo do armário escuro, mas um dia quando o Sullivan Azul saiu de lá, ela começou a dar risada. No meu armário escuro, na verdade mora um monstrinho (sim, ele nunca foi embora) que se chama Dificuldade de Concentração.


Tudo tem dois lados, se por um lado esta dificuldade me privou de algumas coisas, por outro, me tornou rápida em tomar decisões e até me deu a capacidade de fazer duas atividades ao mesmo tempo.


Consigo captar as coisas pelo ar, dar conta de preparar a rotina da tarde enquanto preparo meu almoço.


Genial? Seria se não me incomodasse.


Não consigo manter o foco por muito tempo. Me vem à cabeça coisas de todo tipo: respondi aquele e-mail importante? liguei para fulano? descongelei o feijão?


E não muito diferente, quando sento para escrever, principalmente meus artigos, me pego indo a lua e voltando.


No entanto, minha procrastinação nunca veio da preguiça (alguns dias sim). E conhecer a causa, foi muito importante para conseguir manter a constância no hábito da escrita.


E no artigo de hoje (a pedido de algumas pessoas depois de lerem o MVP da vida nômade, em que falo pela primeira vez sobre este problema), compartilho um pouco com você sobre minha rotina e como superar este desafio com ajuda dos números.


Foto by: Foregon


Eu não vou falar sobre você desativar as notificações do celular, ficar sozinho em um local reservado, procurar uma análise psicológica para entender a causa.


Além das comuns dicas disponíveis na internet, que são válidas e importantes, selecionei apenas uma ideia que me ajudou: gestão de metas utilizando OKR.


Eu conheci o método quando trabalhava na Samba Tech, a empresa estava passando por uma reforma total de estrutura e organização. De estagiário a CEO, todo mundo passou a ter suas metas bem definidas, e públicas para toda empresa (incluindo o progresso).


Mas o que são afinal as OKR`s? Porque é tão importante definir claramente os papéis e o que isto tem a ver com produção de conteúdo?


Sigla para “Objectives and Key Results“, um sistema de gestão utilizado por Google, LinkedIn e Facebook. Grosseiramente vou resumir como: “Eu vou” (Objetivo) “medido por” (conjunto de resultados-chave).


E foi quando me apaixonei. Desconfiei que talvez meu problema não fosse procrastinação, mas que ela pudesse ser um sintoma. Resolvi fazer um estudo empírico, até me dar conta de que me faltava organização, ao contrário de lidar com a falta de vontade, as OKRs poderiam então servir para minha vida pessoal também.


Pelo simples fato de ser simples, apenas duas perguntas são necessárias:


  1. OBJETIVOS: Quais são os meus objetivos hoje?

  2. RESULTADOS-CHAVE: O que eu preciso fazer para atingir os meus objetivos?

Os Objetivos, são grandezas sempre qualitativas, por exemplo:


Enquanto os Resultados Chave, como o nome já diz, são usados como um termômetro para validar se o resultado foi alcançado, por exemplo:



Perceba ainda que eles indicam o seu progresso e o quão distante você se encontra do seu objetivo final. Garantindo tempo para identificar fraquezas, de forma que a correção possa ser feita antes da bomba estourar, os Resultados Chave são sempre quantitativos, não podem dar margem para ambiguidade.


Especialmente para desorganizados e distraídos como eu, a simplicidade é o fator chave para combinar o pensamento data-driven e estatístico no dia a dia; existem infinitos outros meios, a chave do sucesso, depende também da sua personalidade.


Comecei falando sobre um método que pudesse te ajudar a produzir conteúdo e manter a cadência, e termino apresentando a revolução em todos os sentidos que sua vida pode ter: perder peso, vencer o sedentarismo, se alimentar melhor, beber mais água, ter um relacionamento mais saudável com seu companheir@; não existem limites.


No filme Moneyball, o homem que mudou o jogo, o protagonista é massacrado a todo momento, como técnico do time de um time de baseball, aos olhos da maioria e dos grandes nomes da área, só faz escolhas erradas quanto a seleção dos seus jogadores.



Foto by: Wallace Witkowski


Ele seleciona atletas nada populares, e o motivo desta escolha é justamente porque ele os vê como peças de um tabuleiro de xadrez, a qualidade dos peões não termina a partida, o jogo só acaba com o xeque-mate. De nada importam 20 vitórias consecutivas, mas sim, garantir a última.


Ele vai contra todas as teorias tradicionais do esporte e faz suas escolhas baseadas em estatísticas e definição de objetivos, que passam por resultados chave. Isso te lembra alguma coisa?


Seja a vida, o esporte, o trabalho, os relacionamentos; no final das contas, tudo é um negócio. Somos nós que direcionamos as estratégias para fechar o contrato.


A equação é e deve ser simples, precisamos apenas garantir que estamos lidando com o monstro certo.


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Sobre a autora


Oi, eu sou a Mari, não gosto dessa coisa de falar sobre mim na terceira pessoa e prefiro contar sobre minhas experiências e sonhos a falar sobre meu currículo profissional.

Minha maior ambição é inspirar a produção e consumo de conteúdo criativo no mundo de forma simples e prática, para que as pessoas possam levar a vida com mais humor e tirar velhos planos da gaveta.

Fora do meu horário de trabalho, estou sempre escrevendo algumas coisas aqui. Em 2020 comecei oficialmente a ajudar algumas pessoas a fazerem o mesmo, o objetivo: viver plenamente, escrita é também é terapia!


Tem dúvidas? Quer acompanhar todas as novidades? Ficar por dentro de todas as ideias? Fala comigo, é só me seguir no LinkedIn, Mariana Rosa.

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